Não é assim que os Islamo-Fascistas nos vêem, a todos?
Uma imagem para chatear mil Comunas!
By DAVID JONESLennon was right. The Giggling Guru was a shameless old fraud
To his millions of dream-eyed devotees, he was the ultimate spiritual leader; a masterful guru whose meditation techniques could induce a state of euphoric bliss, and even teach them to defy gravity by "yogic flying".To a sneering John Lennon, he was a money-grubbing, sex-obsessed fraud who cynically abused his influence over The Beatles and many other awed celebrities who worshipped, cross-legged, at his painted feet during the Flower Power era.
35.º Aniversário25 de Novembro – Esquecimento e desconsideração…Por Cor. Manuel Bernardo
(…) Sobre o 25 de Novembro não quero contestar nada do que foi referido pelo General Ramalho Eanes, pelo Capitão Sousa Gonçalves e pelo Coronel Manuel Bernardo (…)General Jaime Neves in “(…) os 25 Anos do 25 de Novembro” / 2001.
(…) Importante é sublinhar o patriotismo e a capacidade de comando do Coronel Jaime Neves, que soube travar em condições dificílimas, o ímpeto combativo dos seus homens, de modo a minimizar as perdas humanas nos confrontos da Calçada da Ajuda. (…).
General Ramalho Eanes, in “25 de Novembro (…)” / 2005Neste 35.º aniversário do contra-golpe do 25 de Novembro de 1975, surgiu uma estranha máquina de movimentação e manipulação da Comunicação Social, que, em vez de salientar o ocorrido nesta data, onde foi reposta a intenção de montar em Portugal (depois concretizada) uma democracia pluralista, à semelhança das que estavam em vigor na então designada Europa Ocidental, viria a destacar uma notícia requentada da acusação feita pela PJ a três oficiais do Exército e dois civis, e que terá seguido para o Ministério Público. Isto segundo o diário “Público”, que não os identifica.
Qual não foi o meu espanto quando um amigo me avisa para comprar o “Correio da Manhã” desse dia 25 de Novembro de 2010. Em “caixa alta” surge na página 19, o título “Coronel louvado suspeito de burla”, seguido do destaque – “Jaime Neves comprava material de manutenção para o Exército a preços elevados para favorecer amigos. (…)”. Era uma estranha situação já que este diário sempre se mostrou disponível para enaltecer as virtudes militares e os valorosos actos praticados naquela época, quando Portugal esteve à beira da guerra civil.
O que sucedera então? Na minha opinião, duas jornalistas (Ana Isabel Fonseca e Tânia Laranjo) com uma certa “esperteza saloia” e talvez por pressão de alguém, que no ano passado tanto contestou a promoção do Coronel Jaime Neves ao posto de major-general, resolveram fazer uma peça jornalística, direccionada para leitores apressados e que certamente acabariam por ser “levados” por tal maniqueísmo. Para dar mais consistência ilustraram o texto com uma foto, com tropa dos “Comandos” a marchar. E devem ter apanhado distraída a direcção do jornal, pois conseguiram a sua publicação!!! Quer nesse texto, quer no do dia seguinte, em tamanho muito reduzido (tive que “passar” o jornal por duas vezes para a encontrar), a “tentar” reparar as insinuações feitas, Jaime Neves nunca foi tratado por general, que é o seu posto actual. E para quem ainda não sabe, acrescento que o acusado Jaime Manuel Rodrigues Neves, referenciado no texto, era um oficial de Administração Militar (açoreano) em relação a factos eventualmente praticados há mais de dez anos.
Lembro que, em vez de ser feita a celebração de uma efeméride muito importante para Portugal e onde se conseguiu terminar com a loucura revolucionária generalizada do pós-25 de Abril de 1974, as várias estações de televisão, no passado dia 25 de Novembro (35.º aniversário), que me lembre, não se dignaram empenhar uma única equipa de reportagem para se deslocar ao Centro de Instrução de Tropas Comando, na Serra da Carregueira, onde o General “Comando” Pinto Ramalho, Chefe do EME, presidiu à cerimónia alusiva a tão relevante acontecimento.
Outros esquecimentos…
Muito mais grave tem sido a atitude tomada pelas mais altas hierarquias do Estado, Assembleias da República, Governos e Presidentes, em relação aos apelos formulados ao longo dos anos, quer pelos Presidentes da Associação de Comandos, quer por mim próprio, para que os principais obreiros do 25 de Novembro fossem devidamente galardoados com louvores ou condecorações, pelos altos e relevantes serviços prestados à Pátria nesta data. Foram os oficiais, sargentos e praças que, nessa altura e depois do serviço militar cumprido (a maior parte, senão a totalidade em combate, nas três frentes de guerra), vieram da vida civil para integrarem as Companhias de Comandos 121 e 122, comandadas respectivamente pelos Capitães Mil.ºs Sousa Gonçalves (já falecido) e Sampaio de Faria.Aquando do 25.º aniversário, durante cerca de dois meses e nas instalações municipais de Oeiras, decorreu uma reflexão sobre os acontecimentos do 25 de Novembro de 1975. O Comandante (Piloto) Vítor Ribeiro, então Presidente da Associação de Comandos, faria uma boa síntese do estado de espírito do pessoal dos “Comandos, heróis da Guerra do Ultramar (veja-se, por exemplo, o número de condecorações “Torre e Espada” atribuídas a militares com esta especialidade) e também neste pequeno rectângulo à “beira mar plantado”:
“(…)- Os nomes do Tenente de Inf.ª José Coimbra e do Furriel Mil.º Joaquim Pires, mortos em 26-11-1975, no cerco ao Reg. de Lanceiros 2, por pessoal desta Unidade, foram esquecidos e só são hoje lembrados pela Associação de Comandos.- Os convocados foram antecipadamente devolvidos à vida civil; muitos ficaram sem os seus empregos. Teve a Associação de Comandos de lhes dar o apoio possível, depois de já ter dado esse mesmo apoio a “Comandos” retornados de Angola e Moçambique. Mais tarde, viria a apoiar os “Comandos” do Batalhão da Guiné, que conseguiram fugir para o Senegal (para não serem fuzilados), onde os fomos buscar, trazendo-os para a Associação de Comandos, dando-lhes alimentação, alojamento e, posteriormente, emprego.- Os poucos convocados que se puderam manter no serviço activo, mormente oficiais e alguns sargentos, pertencem hoje ao quadro técnico e secretariado. Não receberam louvores nem condecorações. O Coronel Jaime Neves passou à reserva. O Regimento de Comandos, depositário de tradições e experiências únicas, de um espírito de corpo que permitiu actuar decididamente em situações de evidente inferioridade, foi extinto.- Assim foram recompensados os “Comandos”!Lembro pessoas que tiveram grandes responsabilidades políticas, como o Dr. Almeida Santos e Prof. Barbosa de Melo, ex-Presidentes da Assembleia da República, que até hoje nenhuma homenagem patrocinaram por estes “Comandos” convocados. O primeiro esteve presente nas sessões realizadas em Oeiras no 25.º aniversário. O segundo foi quem apresentou, no 30.º aniversário, o meu livro acima referido (em co-autoria com Proença Garcia e Rui Fonseca) – “25 de Novembro de 1975; Os «Comandos» e o Combate pela Liberdade”, no Instituto de Defesa Nacional. O mesmo aconteceu com o Prof. Cavaco Silva, a quem, em 2007, ofereci um exemplar deste livro com idêntico apelo.Assim, neste dealbar do ano de 2010, apelo, mais uma vez, aos meus amigos, que se encontram na Comissão de Honra da candidatura de Cavaco Silva, actual e futuro chanceler das Ordens Honoríficas de Portugal, que façam algo por esta causa. Eles, os “Comandos” convocados, merecem e a Pátria deve-lhes essa homenagem.E termino recordando o que reporta o poeta José Caniné sobre este tema:“Abril sempre”, gritam mil,E eu com eles grito, embora,Complete o meu “sempre Abril”Com o “Novembro” a toda a hora.
Cor. Manuel Bernardo27-11-2010
Irony alert: The unusually chilly global-warming summit
Cancun is hosting the U.N. conference on man-made climate change — amid record cold temperatures
posted on December 9, 2010, at 11:57 AMBest Opinion: Wall St. Pit, Independent
The irony: As negotiators from nearly 200 countries met in Cancun to strategize ways to keep the planet from getting hotter, the temperature in the seaside Mexican city plunged to a 100-year record low of 54° F. Climate-change skeptics are gleefully calling Cancun's weather the latest example of the "Gore Effect" — a plunge in temperature they say occurs wherever former Vice President Al Gore, now a Nobel Prize-winning environmental activist, makes a speech about the climate. Although Gore is not scheduled to speak in Cancun, "it could be that the Gore Effect has announced his secret arrival," jokes former NASA scientist Roy W. Spencer.
http://theweek.com/article/index/210181/irony-alert-the-unusually-chilly-global-warming-summit
O MDN APOIA MANUEL ALEGRE
08/11/10
Soube-se há dias que o Dr. Santos Silva faz parte da Comissão Politica Nacional do candidato a PR, cidadão Manuel Alegre (MA). Faz parte de uma grande plêiade de portugueses que também o vão apoiar, quer seja por convicção, mal menor, quer por ser essa a indicação partidária. Cerca de um milhão de eleitores nele votaram há cinco anos atrás. Apesar de serem muitos não quer dizer que estejam correctos, lúcidos ou disponham de informação adequada. E, para além disto, baralhados de referências – como iremos perceber porquê.
Nada de especial haveria a dizer do também cidadão Santos Silva, caso ele não ocupasse transitoriamente o cargo de Ministro da Defesa Nacional (MDN) e, nessa qualidade, exerça a tutela das Forças Armadas
Onde está, então, o busílis da questão? Nisto: o dito candidato a PR e Comandante-chefe das Forças Armadas ter praticado no seu passado actos que configuram o crime de traição à Pátria. Não temos a certeza que na actual jurisprudência portuguesa esse tipo de crimes tenha prescrito. Mas, numa sociedade com vergonha na cara, não deveriam prescrever.
Tecnicamente MA não desertou do Exército como é “vox populi”. Depois de ser incorporado em Mafra, foi colocado nos Açores e daí marchou para Angola em 1962, em rendição individual. Acusado de actividades subversivas (que convinha conhecer e explicitar) foi preso pelas autoridades militares, que acabaram por lhe dar a comissão militar por finda e passá-lo à disponibilidade. Tal, certamente, ocorreu para permitir à então PIDE (que por norma não se imiscuía no âmbito das FAs nem prendia militares), instaurar-lhe um processo.
MA acabou por regressar a Lisboa e quando estava na iminência de ser novamente preso, fugiu para Paris, e daí para Argel. Estávamos em 1964.
Se MA tivesse imitado uma das suas “referências” políticas, o ex-presidente da República Teixeira Gomes, que farto de aturar a balbúrdia da I República abdicou do cargo e foi exilar-se e morrer em Bougie, a história do vate Alegre acabaria aqui. Ou mesmo se tivesse limitado a combater politicamente ou pelas armas, os órgãos de soberania portugueses de então, isso ficaria apenas nos anais das desavenças lusas assumindo cada parte as suas responsabilidades.
Acontece que MA não se limitou a fazer isto, mas fundou, com alguns correligionários, uma rádio e, da capital argelina, passou a emitir programas que apoiavam os inimigos de Portugal e as forças que em Angola, Guiné e Moçambique nos emboscavam as tropas.1 Há dezenas de milhares de ex-combatentes vivos que são testemunhas disto.
Ora estes actos não configuram luta política contra um regime ou governo de que não gostamos; Alegre actuou directamente contra os seus ex-camaradas de armas. Tal não tem nada a ver com regimes políticos, nem com liberdade ou seja o que for. Tem a ver com integridade de carácter, lealdade e patriotismo. Conceitos a que o agora candidato a PR apela com voz grossa, quando há 40 anos pertencia ao PCP que seguia religiosamente as “ordens” do Partido Comunista da União Soviética (grandes patriotas!), que como se sabe era um exemplo de democracia e exercício das liberdades.
Julgo que não necessitamos de entrar em mais considerações que estão relatadas por testemunhas insuspeitas e que vão do tratamento de exilados portugueses que desembarcaram na grande “democracia” que era a Argélia de então, às relações com o General Humberto Delgado e que, aparentemente, desembocaram na tragédia de Vilanueva del Fresno.
Ora o ministro Santos Silva não deve desconhecer tudo isto e tendo o PS apoiado, mesmo a contra gosto, a candidatura do poeta – campo em que unicamente exerceu algo parecido com uma profissão – deveria ter tido o bom senso em delegar a função noutro e não se envolver ostensivamente na campanha. Poupava assim mais uma humilhação à Instituição Militar e um embaraço à sua hierarquia.
É certo que o MDN sempre pode alegar que foi uma junta militar encabeçada por um general ambicioso, que se veio a revelar um péssimo político, e o então MFA, que insensatamente deixaram entrar no país uma quantidade de gente pouco recomendável, sem ter assegurado o mínimo de condições para o fazer. E entre eles estava o actual quase deputado vitalício.
É verdade. Mas isso são águas passadas cometidas em tempos de “loucura anarquizante”, que a ingenuidade e impreparação dos meus camaradas de então, permitiram, embora não os isentando da responsabilidade. O doutor S. Silva agora é ministro, deve velar pela dignidade do cargo e das instituições que tutela. Eu poderia até acrescentar que há ex-combatentes que não se importam de apertar a mão ao dito candidato e ex-locutor, mas levo isso na conta das fraquezas de carácter tão usuais na natureza humana. A responsabilidade de ministro é, porém, diferente.
Os países definham a desaparecem não é por terem crises económicas, financeiras ou sociais. É por terem crises morais. E esse é o estado em que verdadeiramente caiu o nosso Portugal, que está subvertido de valores, exangue de coragem e sem norte. E está envelhecido, abúlico, sem liderança e com deficit de portuguesismo.
Fica aqui este registo para não se dizer, mais tarde, que ninguém viu e ninguém se opôs.
João José Brandão Ferreira
TCor/Pilav (Ref.)
(Das mui antigas, nobres, por vezes gloriosas, mas quase extintas Forças Armadas Portuguesas)
1 Crime punível pelo artigo 75 do Código de Justiça Militar, então em vigor, aplicável por força do artigo 77 do mesmo código, a que correspondia a pena de prisão maior, por oito anos, seguida de degredo por 20 anos, com prisão no lugar de degredo até dois anos. O actual CJM, aprovado pela Lei 100/2003, de 15 de Nov., prevê a punição do mesmo crime.
Absoluta falta de vergonha
Os políticos iam diminuir os vencimentos em 15% não iam?
Pois iam, para inglês ver. Mas agora, no Orçamento, aumentaram-se em 20% nas despesas de representação e assim compensam aquele sacrifício.
Um truque tão antigo que é um escândalo. Mas passa sempre, porque as pessoas não se dão ao cuidado de pedir contas.
Isto que é de bradar aos céus é tão baixo e tão despudorado que mete dó.
Nigel Farage made waves recently when he told the Europarliament the truth about the sad fate of the euro experiment. Obviously, it was not taken too lightly by the career politicians who, just like our own, have made it their life mission to lead a failed economic experiment to its sad end, no matter the social cost and public suffering. Today, Farage made a repeat appearance on King World News continuing with his warning that the one most likely outcome of Europe continuing on its autopilot course will be one the culminates with "violence and extremism." To wit: “Nobody dares to admit that they got this whole thing wrong...Once people realize that who they vote for in general elections has become no more than a charade, then if they want to change things, all they are left with is civil disobedience and violence, and we’re beginning to see this already. In Greece we are seeing small terrorist style attacks that are taking place on EU buildings that are taking place against EU officials...So what happens if you rob people of their rights is they will turn to violence and they will turn to extremism, and that is why I believe these people to be so dangerous."
Global warming is now such a serious threat to mankind that climate change experts are calling for Second World War-style rationing in rich countries to bring down carbon emissions.By Louise GrayIn a series of papers published by the Royal Society, physicists and chemists from some of world’s most respected scientific institutions, including Oxford University and the Met Office, agreed that current plans to tackle global warming are not enough.Unless emissions are reduced dramatically in the next ten years the world is set to see temperatures rise by more than 4C (7.2F) by as early as the 2060s, causing floods, droughts and mass migration.As the world meets in Cancun, Mexico for the latest round of United Nations talks on climate change, the influential academics called for much tougher measures to cut carbon emissions.
In one paper Professor Kevin Anderson, Director of the Tyndall Centre for Climate Change Research, said the only way to reduce global emissions enough, while allowing the poor nations to continue to grow, is to halt economic growth in the rich world over the next twenty years.
MANUEL ALEGRE, MEU AMOR
Agora que parece absolutamente certo que Bruxelas, BCE e FMI vêm aí para nos ajudar, declaremos a crise acabada.
Já nada está nas nossa smãos.
Ocupemo-las então com o próximo item da agenda política: eleições presidenciais.
Quanto a candidatos e muito prováveis resultados finais, não haverá muito a dizer: Cavaco Silva por mais cinco anos logo à primeira volta a não ser que,
sei lá, algo demuito extraordinário como um milagre aconteça. Isto é o que as sondagens vão mostrando, e é isto que está a incomodar Manuel Alegre no seu mais íntimo ego. Se assim não fosse, o candidato apoiado pelo PS, BE e outra “Esquerda Caviar” não começava a espernear como já faz, dizendo mal da actuação do Presidente em tempo de crise, domodo como a imprensa livre cobre a sua campanha eleitoral e dos silêncios de políticos que, digo eu, mais vale estarem de facto calados em vez de dizerem o que realmente pensam
de Manuel Alegre. Politicamente, o “candidato da solidariedade” sabe a pouco:
fomentou umas revoltas sempre inconsequentes, foi detido por causa delas,
também pertence ao lote dos exilados parisienses, cantou o 25 de Abril, deu voz à esquerda no Parlamento, émembro do Conselho de Estado, ponto final. Assim de repente, não me lembro de uma única peça legislativa de sua autoria mesmo que tivesse ocupado uma cadeira em São Bento pormais de 30 anos. Enquanto português, Manuel Alegre já merece outro respeito:
é poetamediano, fez teatro universitário, gosta do petisco e da boa pinga, corteja as mulheres e boas amizades, pela-se por uma boa caçada, enfim, se a isto tudo juntarmos umaspecto físico de garboso porte, sim, temos homem. E é exactamente nisto queme pus a pensar:Manuel Alegre devia desistir da corrida já, enquanto ainda mantemos dele uma imagem simpática.
Porque, se as coisas continuam como até aqui, a dizer disparates e a arranjar inimigos em fantasmas, a sua imagem vai transformar-se em algo pouco recomendável.
Pessoalmente gostava de continuar a pensar emManuel Alegre como um homem de grande coração com quem um dia gostava de partilhar uma almoçarada, não no político rezingão que atira rajadas porque já lá não vai com palavras.
http://www.readmetro.com/show/en/Lisbon/20101129/1/02/#
O TRIUNFO DA VONTADE?
De Luciano Amaral
Nestes tempos desesperados para o País, o grande argumento que vairestando é o da “vontade”, da “coragem” (para “vencer desafios”), do “ir à luta” e “não dar tréguas” (não se sabe bem a quê nem a quem). Já há muito que vivemos nisto:
José Sócrates foi eleito pela primeira vez explicando que o crescimento económico era apenas uma questão de “confiança”.Lembra aquelas tribos a quem tudo o que acontece resulta de fenómenos sobrenaturais. Se alguém introduz uma nota de realismo passa logo à categoria inclassificável de “pessimista” (se não mesmo, supremo horror, de “bota- abaixista”), para não dizer “inimigo” (sabe-se lá do quê: da pátria, do euro, do Estado social, da faiança das Caldas…). É o que resulta a quem se lembre de dizer, por exemplo, que 40 anos de investimento em Educação e políticas sociais não resolveram o problema da qualificação e da pobreza em Portugal; que um quarto de século de ideologia e prática das “reformas estruturais” não evitaram a pior década de desenvolvimento económico do País; que a participação no “projecto europeu” (em todos os seus domínios, como a moeda única, por exemplo) não foi suficiente para evitar essa década perdida… Persistir apenas na “vontade”, na “coragem”, no “ir à luta” e em “não dar tréguas” é tomar sucessivamente balanço e atirar-se contra a mesma parede uma e outra vez.Como aqueles bonequinhos dos jogos de computador que correm muito contra o mesmo obstáculo, quando o que é necessário é parar, pensar um bocado, encontrar o caminho escondido e chegar ao nível seguinte.Estamos a rapar o fundo ao tacho de décadas de uma ideologia de transformação do País que entrou num beco sem saída. E acabámos num mau livro de auto-ajuda e motivação pessoal.É verdade que se trata da linguagem da época, mas talvez fosse altura de sair da adolescência e perceber que as escolhas que tomámos nos conduziram a um ponto em que nenhuma solução é boa, podendo nós apenas escolher de entre as menos más.E quanto mais tarde pior.