O sonho de Natal de Francisco Louçã!
...Mas isto, fora do Bairro onde ele moraria, roubado aos "Capitalistas", (os Ricos que não são Tios), e reservado aos Ladrões do Comité Central do Partido, que isto de Povinho/Mão de Obra, é à distância...
A primeira vez que fui a Vale do Vargo, antes do 25 de Novembro, vi escrito na parede da Igreja:
Que triste revolução,
que na teve gritos nem ais,
Comunistas dum cabrão,
sendo poucos, são demais
Nas eleições que se seguiram, os votos foram quase na totalidade para o PCP.
As quatro excepções foram 3 votos para o MRPP e um voto para o PDC. Descobriram que o voto no Pdc foi do Padre, que foi de imediato saneado.
Musica intelectual - Os Toranja
Como é sabido, nós os camaradas do blog, somos verdadeiros intelectuais eruditos de esquerda, daqueles de boina preta e lencinho vermelho (não confundir com os paneleiros do Bairro Alto nem com os alentejanos debaixo do chaparro). Estou a falar daqueles intelectuais de pacotilha com a mania que são francófonos. Ou frangófonos. Ora que mais podemos chamar as estes filhos da puta do que "pseudo-francófono"? Se francófono já é um insulto digno de duelo até à morte com armas de plástico, que dizer de pseudo-francófono? É um quase imigrante, como um imigrante é um quase papagaio, um pseudo-papagaio-francófono: aprendeu umas palavritas em Franciú (a língua da Republique Française) e prontos, vem pra Pórtegal passar o seu querido mês de Agosto e reproduz o que aprendeu.
Mas o que tem isto a ver com os Toranja? Provavelmente nada, mas nós vamos mostrar que até pode existir um ponto de ligação, se calhar o ponto de rebuçado. Ou se calhar não. De facto, os Toranja tornaram-se conhecidos por causa de uma música que passava aí numa novela da TVI - não sei o nome - daquelas que as reformadas, as retardadas, enfim, que todos os analfabrutos de portugal vêem. Logo essa musica - como qualquer musica de novela - começou aí a passar na rádio comercial e na RFM e na Rádio Festival e na Rádio Clube de Matosinhos e na Rádio Pirata de Canal Caveira. Um sucesso. E logo os Toranja tiveram os seus 15 minetes de fama na TV portuguesa a fazer playback do seu tema.
E quem são os Toranja? Boa pergunta, a que eu não sei responder. Posso contudo dizer-vos que são uns pseudo-intelectuais com a mania que são eruditos (vide o nome do album, "Esquissos"? Késsa merda? Algum detergente do LIDL para limpar canos? Uma nova marca de pensos higiénicos? Fádasse!) e que, graças a uma musica foleira da novela, agora são uns geniozinhos que andam por aí. A musica em si, não tem nada de mal, é só horrível. Prontos, é daquelas que um gajo nem dá por ela, não fosse a estupidez das letras. Ora as letras são muitos fáceis de fazer para os pseudo-intelectuais: escreve-se uma data de palavras dificeis a seguir umas às outras, uma no fim para rimar, e depois diz-se isto num tom de quem tá a apanhar no cú (e mais grave, que tá a gostar). Vamos ver:
Pterodactilus audácia fenestrado bonomia
cubismo Ulan-Bator merencório intuscepção
míriade co-seno bras-tendu limnografia
anquilose anguiforme obstrucionismo cabrão
É só dar aqui um jeitinho, e a coisa vai lá. E arranjar um parvo de barba, ar de brenho, e voz de quem leva no cú (e gosta) pra cantar, e já tá um sucesso intelectual.
Letras profundas, na linha de Bertold Brecht, Rimbaud, Quim Barreiros ou até mesmo de Chuck Norris. E mais!! Ninguém precisa de compreender o que queremos dizer, pois toda a gente vai compreender. Compreenderam? Então é assim, um gajo diz o que diz e depois e tal pah, tá dito e quem compreende é inteligente e culto e erudito e quem não percebe é burro e xunga e paneleiro e pedófilo e padre frederico.
Cá está como se fazem letras erudita. Agora o mais dificil: arranjar forma disto passar numa novela da TVI: mete-se-lhe em cima uma musica na onda de um cantor da moda erudito, intelectual, que nem sabe o que diz e pronto, já tá!
Falámos aqui de Toranja. Porquê? Porque são pseudo-eruditos e intelectuais. Podíamos ter falado por exemplo dos Blind Zero (os pearl jam americanos), de José Cid (o cliff richard inglês), de Quim Barreiros (o Quim Barreiros português) ou da Britney Spears portuguesa (Cláudisabel). Mas decidimo-nos pelos Toranja, os Jorge Palma portugueses. Porque sim, e porque detestamos a música deles (engraçado que já ouvimos falar deles à colhões e até agora só se conhece uma musica do CD. Wonder why...)
E porque é que eu postei isto? Porque vinha agora no carro e tava a dar essa merda dessa musica na rádio, e tava a passar no sol musica (a TVI ibérica, versão ainda mais pimba) quando cheguei a casa.
E assim acontece.
And Now Presenting: Amazing Satellite Images Of The Ghost Cities Of ChinaChandni Rathod and Gus Lubin
The hottest market in the hottest economy in the world is Chinese real estate. The big question is how vulnerable is this market to a crash.One red flag is the vast number of vacant homes spread through China, by some estimates up to 64 million vacant homes.We've tracked down satellite photos of these unnerving places, based on a report from Forensic Asia Limited. They call it a clear sign of a bubble: "There’s city after city full of empty streets and vast government buildings, some in the most inhospitable locations. It is the modern equivalent of building pyramids. With 20 new cities being built every year, we hope to be able to expand our list going forward."
http://www.businessinsider.com/pictures-chinese-ghost-cities-2010-12?slop=1#slideshow-start
Alegresaurius e outros animais políticos
O site Wikileaks divulgou os nomes atribuídos a algumas personalidades portuguesas pelas embaixadas norte-americanas.
ISABEL CHAVES
Nos telegramas agora conhecidos, Manuel Alegre é definido como “um velho leão”, um “dinossauro esquerdista” e um “alegresaurius”.
By DAVID JONESLennon was right. The Giggling Guru was a shameless old fraud
To his millions of dream-eyed devotees, he was the ultimate spiritual leader; a masterful guru whose meditation techniques could induce a state of euphoric bliss, and even teach them to defy gravity by "yogic flying".To a sneering John Lennon, he was a money-grubbing, sex-obsessed fraud who cynically abused his influence over The Beatles and many other awed celebrities who worshipped, cross-legged, at his painted feet during the Flower Power era.
35.º Aniversário25 de Novembro – Esquecimento e desconsideração…Por Cor. Manuel Bernardo
(…) Sobre o 25 de Novembro não quero contestar nada do que foi referido pelo General Ramalho Eanes, pelo Capitão Sousa Gonçalves e pelo Coronel Manuel Bernardo (…)General Jaime Neves in “(…) os 25 Anos do 25 de Novembro” / 2001.
(…) Importante é sublinhar o patriotismo e a capacidade de comando do Coronel Jaime Neves, que soube travar em condições dificílimas, o ímpeto combativo dos seus homens, de modo a minimizar as perdas humanas nos confrontos da Calçada da Ajuda. (…).
General Ramalho Eanes, in “25 de Novembro (…)” / 2005Neste 35.º aniversário do contra-golpe do 25 de Novembro de 1975, surgiu uma estranha máquina de movimentação e manipulação da Comunicação Social, que, em vez de salientar o ocorrido nesta data, onde foi reposta a intenção de montar em Portugal (depois concretizada) uma democracia pluralista, à semelhança das que estavam em vigor na então designada Europa Ocidental, viria a destacar uma notícia requentada da acusação feita pela PJ a três oficiais do Exército e dois civis, e que terá seguido para o Ministério Público. Isto segundo o diário “Público”, que não os identifica.
Qual não foi o meu espanto quando um amigo me avisa para comprar o “Correio da Manhã” desse dia 25 de Novembro de 2010. Em “caixa alta” surge na página 19, o título “Coronel louvado suspeito de burla”, seguido do destaque – “Jaime Neves comprava material de manutenção para o Exército a preços elevados para favorecer amigos. (…)”. Era uma estranha situação já que este diário sempre se mostrou disponível para enaltecer as virtudes militares e os valorosos actos praticados naquela época, quando Portugal esteve à beira da guerra civil.
O que sucedera então? Na minha opinião, duas jornalistas (Ana Isabel Fonseca e Tânia Laranjo) com uma certa “esperteza saloia” e talvez por pressão de alguém, que no ano passado tanto contestou a promoção do Coronel Jaime Neves ao posto de major-general, resolveram fazer uma peça jornalística, direccionada para leitores apressados e que certamente acabariam por ser “levados” por tal maniqueísmo. Para dar mais consistência ilustraram o texto com uma foto, com tropa dos “Comandos” a marchar. E devem ter apanhado distraída a direcção do jornal, pois conseguiram a sua publicação!!! Quer nesse texto, quer no do dia seguinte, em tamanho muito reduzido (tive que “passar” o jornal por duas vezes para a encontrar), a “tentar” reparar as insinuações feitas, Jaime Neves nunca foi tratado por general, que é o seu posto actual. E para quem ainda não sabe, acrescento que o acusado Jaime Manuel Rodrigues Neves, referenciado no texto, era um oficial de Administração Militar (açoreano) em relação a factos eventualmente praticados há mais de dez anos.
Lembro que, em vez de ser feita a celebração de uma efeméride muito importante para Portugal e onde se conseguiu terminar com a loucura revolucionária generalizada do pós-25 de Abril de 1974, as várias estações de televisão, no passado dia 25 de Novembro (35.º aniversário), que me lembre, não se dignaram empenhar uma única equipa de reportagem para se deslocar ao Centro de Instrução de Tropas Comando, na Serra da Carregueira, onde o General “Comando” Pinto Ramalho, Chefe do EME, presidiu à cerimónia alusiva a tão relevante acontecimento.
Outros esquecimentos…
Muito mais grave tem sido a atitude tomada pelas mais altas hierarquias do Estado, Assembleias da República, Governos e Presidentes, em relação aos apelos formulados ao longo dos anos, quer pelos Presidentes da Associação de Comandos, quer por mim próprio, para que os principais obreiros do 25 de Novembro fossem devidamente galardoados com louvores ou condecorações, pelos altos e relevantes serviços prestados à Pátria nesta data. Foram os oficiais, sargentos e praças que, nessa altura e depois do serviço militar cumprido (a maior parte, senão a totalidade em combate, nas três frentes de guerra), vieram da vida civil para integrarem as Companhias de Comandos 121 e 122, comandadas respectivamente pelos Capitães Mil.ºs Sousa Gonçalves (já falecido) e Sampaio de Faria.Aquando do 25.º aniversário, durante cerca de dois meses e nas instalações municipais de Oeiras, decorreu uma reflexão sobre os acontecimentos do 25 de Novembro de 1975. O Comandante (Piloto) Vítor Ribeiro, então Presidente da Associação de Comandos, faria uma boa síntese do estado de espírito do pessoal dos “Comandos, heróis da Guerra do Ultramar (veja-se, por exemplo, o número de condecorações “Torre e Espada” atribuídas a militares com esta especialidade) e também neste pequeno rectângulo à “beira mar plantado”:
“(…)- Os nomes do Tenente de Inf.ª José Coimbra e do Furriel Mil.º Joaquim Pires, mortos em 26-11-1975, no cerco ao Reg. de Lanceiros 2, por pessoal desta Unidade, foram esquecidos e só são hoje lembrados pela Associação de Comandos.- Os convocados foram antecipadamente devolvidos à vida civil; muitos ficaram sem os seus empregos. Teve a Associação de Comandos de lhes dar o apoio possível, depois de já ter dado esse mesmo apoio a “Comandos” retornados de Angola e Moçambique. Mais tarde, viria a apoiar os “Comandos” do Batalhão da Guiné, que conseguiram fugir para o Senegal (para não serem fuzilados), onde os fomos buscar, trazendo-os para a Associação de Comandos, dando-lhes alimentação, alojamento e, posteriormente, emprego.- Os poucos convocados que se puderam manter no serviço activo, mormente oficiais e alguns sargentos, pertencem hoje ao quadro técnico e secretariado. Não receberam louvores nem condecorações. O Coronel Jaime Neves passou à reserva. O Regimento de Comandos, depositário de tradições e experiências únicas, de um espírito de corpo que permitiu actuar decididamente em situações de evidente inferioridade, foi extinto.- Assim foram recompensados os “Comandos”!Lembro pessoas que tiveram grandes responsabilidades políticas, como o Dr. Almeida Santos e Prof. Barbosa de Melo, ex-Presidentes da Assembleia da República, que até hoje nenhuma homenagem patrocinaram por estes “Comandos” convocados. O primeiro esteve presente nas sessões realizadas em Oeiras no 25.º aniversário. O segundo foi quem apresentou, no 30.º aniversário, o meu livro acima referido (em co-autoria com Proença Garcia e Rui Fonseca) – “25 de Novembro de 1975; Os «Comandos» e o Combate pela Liberdade”, no Instituto de Defesa Nacional. O mesmo aconteceu com o Prof. Cavaco Silva, a quem, em 2007, ofereci um exemplar deste livro com idêntico apelo.Assim, neste dealbar do ano de 2010, apelo, mais uma vez, aos meus amigos, que se encontram na Comissão de Honra da candidatura de Cavaco Silva, actual e futuro chanceler das Ordens Honoríficas de Portugal, que façam algo por esta causa. Eles, os “Comandos” convocados, merecem e a Pátria deve-lhes essa homenagem.E termino recordando o que reporta o poeta José Caniné sobre este tema:“Abril sempre”, gritam mil,E eu com eles grito, embora,Complete o meu “sempre Abril”Com o “Novembro” a toda a hora.
Cor. Manuel Bernardo27-11-2010
Irony alert: The unusually chilly global-warming summit
Cancun is hosting the U.N. conference on man-made climate change — amid record cold temperatures
posted on December 9, 2010, at 11:57 AMBest Opinion: Wall St. Pit, Independent
The irony: As negotiators from nearly 200 countries met in Cancun to strategize ways to keep the planet from getting hotter, the temperature in the seaside Mexican city plunged to a 100-year record low of 54° F. Climate-change skeptics are gleefully calling Cancun's weather the latest example of the "Gore Effect" — a plunge in temperature they say occurs wherever former Vice President Al Gore, now a Nobel Prize-winning environmental activist, makes a speech about the climate. Although Gore is not scheduled to speak in Cancun, "it could be that the Gore Effect has announced his secret arrival," jokes former NASA scientist Roy W. Spencer.
http://theweek.com/article/index/210181/irony-alert-the-unusually-chilly-global-warming-summit
O MDN APOIA MANUEL ALEGRE
08/11/10
Soube-se há dias que o Dr. Santos Silva faz parte da Comissão Politica Nacional do candidato a PR, cidadão Manuel Alegre (MA). Faz parte de uma grande plêiade de portugueses que também o vão apoiar, quer seja por convicção, mal menor, quer por ser essa a indicação partidária. Cerca de um milhão de eleitores nele votaram há cinco anos atrás. Apesar de serem muitos não quer dizer que estejam correctos, lúcidos ou disponham de informação adequada. E, para além disto, baralhados de referências – como iremos perceber porquê.
Nada de especial haveria a dizer do também cidadão Santos Silva, caso ele não ocupasse transitoriamente o cargo de Ministro da Defesa Nacional (MDN) e, nessa qualidade, exerça a tutela das Forças Armadas
Onde está, então, o busílis da questão? Nisto: o dito candidato a PR e Comandante-chefe das Forças Armadas ter praticado no seu passado actos que configuram o crime de traição à Pátria. Não temos a certeza que na actual jurisprudência portuguesa esse tipo de crimes tenha prescrito. Mas, numa sociedade com vergonha na cara, não deveriam prescrever.
Tecnicamente MA não desertou do Exército como é “vox populi”. Depois de ser incorporado em Mafra, foi colocado nos Açores e daí marchou para Angola em 1962, em rendição individual. Acusado de actividades subversivas (que convinha conhecer e explicitar) foi preso pelas autoridades militares, que acabaram por lhe dar a comissão militar por finda e passá-lo à disponibilidade. Tal, certamente, ocorreu para permitir à então PIDE (que por norma não se imiscuía no âmbito das FAs nem prendia militares), instaurar-lhe um processo.
MA acabou por regressar a Lisboa e quando estava na iminência de ser novamente preso, fugiu para Paris, e daí para Argel. Estávamos em 1964.
Se MA tivesse imitado uma das suas “referências” políticas, o ex-presidente da República Teixeira Gomes, que farto de aturar a balbúrdia da I República abdicou do cargo e foi exilar-se e morrer em Bougie, a história do vate Alegre acabaria aqui. Ou mesmo se tivesse limitado a combater politicamente ou pelas armas, os órgãos de soberania portugueses de então, isso ficaria apenas nos anais das desavenças lusas assumindo cada parte as suas responsabilidades.
Acontece que MA não se limitou a fazer isto, mas fundou, com alguns correligionários, uma rádio e, da capital argelina, passou a emitir programas que apoiavam os inimigos de Portugal e as forças que em Angola, Guiné e Moçambique nos emboscavam as tropas.1 Há dezenas de milhares de ex-combatentes vivos que são testemunhas disto.
Ora estes actos não configuram luta política contra um regime ou governo de que não gostamos; Alegre actuou directamente contra os seus ex-camaradas de armas. Tal não tem nada a ver com regimes políticos, nem com liberdade ou seja o que for. Tem a ver com integridade de carácter, lealdade e patriotismo. Conceitos a que o agora candidato a PR apela com voz grossa, quando há 40 anos pertencia ao PCP que seguia religiosamente as “ordens” do Partido Comunista da União Soviética (grandes patriotas!), que como se sabe era um exemplo de democracia e exercício das liberdades.
Julgo que não necessitamos de entrar em mais considerações que estão relatadas por testemunhas insuspeitas e que vão do tratamento de exilados portugueses que desembarcaram na grande “democracia” que era a Argélia de então, às relações com o General Humberto Delgado e que, aparentemente, desembocaram na tragédia de Vilanueva del Fresno.
Ora o ministro Santos Silva não deve desconhecer tudo isto e tendo o PS apoiado, mesmo a contra gosto, a candidatura do poeta – campo em que unicamente exerceu algo parecido com uma profissão – deveria ter tido o bom senso em delegar a função noutro e não se envolver ostensivamente na campanha. Poupava assim mais uma humilhação à Instituição Militar e um embaraço à sua hierarquia.
É certo que o MDN sempre pode alegar que foi uma junta militar encabeçada por um general ambicioso, que se veio a revelar um péssimo político, e o então MFA, que insensatamente deixaram entrar no país uma quantidade de gente pouco recomendável, sem ter assegurado o mínimo de condições para o fazer. E entre eles estava o actual quase deputado vitalício.
É verdade. Mas isso são águas passadas cometidas em tempos de “loucura anarquizante”, que a ingenuidade e impreparação dos meus camaradas de então, permitiram, embora não os isentando da responsabilidade. O doutor S. Silva agora é ministro, deve velar pela dignidade do cargo e das instituições que tutela. Eu poderia até acrescentar que há ex-combatentes que não se importam de apertar a mão ao dito candidato e ex-locutor, mas levo isso na conta das fraquezas de carácter tão usuais na natureza humana. A responsabilidade de ministro é, porém, diferente.
Os países definham a desaparecem não é por terem crises económicas, financeiras ou sociais. É por terem crises morais. E esse é o estado em que verdadeiramente caiu o nosso Portugal, que está subvertido de valores, exangue de coragem e sem norte. E está envelhecido, abúlico, sem liderança e com deficit de portuguesismo.
Fica aqui este registo para não se dizer, mais tarde, que ninguém viu e ninguém se opôs.
João José Brandão Ferreira
TCor/Pilav (Ref.)
(Das mui antigas, nobres, por vezes gloriosas, mas quase extintas Forças Armadas Portuguesas)
1 Crime punível pelo artigo 75 do Código de Justiça Militar, então em vigor, aplicável por força do artigo 77 do mesmo código, a que correspondia a pena de prisão maior, por oito anos, seguida de degredo por 20 anos, com prisão no lugar de degredo até dois anos. O actual CJM, aprovado pela Lei 100/2003, de 15 de Nov., prevê a punição do mesmo crime.
Absoluta falta de vergonha
Os políticos iam diminuir os vencimentos em 15% não iam?
Pois iam, para inglês ver. Mas agora, no Orçamento, aumentaram-se em 20% nas despesas de representação e assim compensam aquele sacrifício.
Um truque tão antigo que é um escândalo. Mas passa sempre, porque as pessoas não se dão ao cuidado de pedir contas.
Isto que é de bradar aos céus é tão baixo e tão despudorado que mete dó.
Nigel Farage made waves recently when he told the Europarliament the truth about the sad fate of the euro experiment. Obviously, it was not taken too lightly by the career politicians who, just like our own, have made it their life mission to lead a failed economic experiment to its sad end, no matter the social cost and public suffering. Today, Farage made a repeat appearance on King World News continuing with his warning that the one most likely outcome of Europe continuing on its autopilot course will be one the culminates with "violence and extremism." To wit: “Nobody dares to admit that they got this whole thing wrong...Once people realize that who they vote for in general elections has become no more than a charade, then if they want to change things, all they are left with is civil disobedience and violence, and we’re beginning to see this already. In Greece we are seeing small terrorist style attacks that are taking place on EU buildings that are taking place against EU officials...So what happens if you rob people of their rights is they will turn to violence and they will turn to extremism, and that is why I believe these people to be so dangerous."