Em 2011
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REFLEXÃO NATALÍCIA
de Sérigio H. Coimbra, Jornalista
Apesar de tudo o que nos está a acontecer ser de nossa responsabilidade (sem dúvida alguma:
neste país o poder ainda vai sendo eleito, não imposto) há uma frase que a “crise” trouxe à ribalta que me deixa incomodado: “Não há alternativa”. Não há alternativa à União Europeia, ao Euro, à Comissão Europeia, ao Parlamento Europeu.Estar encurralado não é coisa que caia bem, suponho que a todos nós. Se bem percebo, o que essa larga maioria de políticos avisa é: ou “estamos” na Europa ou...Ou quê? Implodimos? Morremos todos à fome? O dilúvio varre Portugal continental e ilhas adjacente do Mundo?Tenho dúvidas, e não é por sermos uma nação de fervorosos católicos.
Há certamente alternativas, mas tem sido mais cómodo não pensar nelas e culpar “Bruxelas” e o Mundo emgeral pela situação triste em que nos obrigam a viver.
Ao contrário da Alemanha e França, temos vários milhares de quilómetros de costa e de milhas quadradas de mar, um património que todos percebemos agora não é de desprezar.Ao contrário da Polónia e da Suécia, temos terra onde se dá o azeite, o trigo, o tomate, a vinha, também imensas de frutas tropicais, e uma floresta rica em variedade, e ainda temos sol e água suficiente para boas colheitas.Ao contrário da Holanda e Dinamarca, entendemo-nos num idioma que é o oitavo mais falado no Mundo, e temos queridos amigos em países que se espalham do Pacífico ao Atlântico com recursos e parcerias comerciais.Ao contrário da Áustria e Finlândia, conseguimos ser quase auto-suficientes na energia através de barragens, torres eólicas, painéis solares (e, mandasse eu, energia nuclear).
Além disso gostamos de trabalhar e somos criativos, dez milhões de pessoas simpáticas que sabem conviver e se entendem com oMundo tenha ele a cor que tiver.
Deve haver alternativas à “Europa”. Sobretudo a esta “Europa” que nos tira licença para pescar na nossa própria costa, nos proíbe de cultivar beterraba para fazermos o nosso açúcarzinho, nos deixa demãos vazias mesmo quando somos arrastados para a falência social.
Para reflexão do Natal, sugiro o tema “O que é que um país com 871 anos de História pode ensinar a uma instituição com apenas 18?”
Boas Festas.
http://www.readmetro.com/show/en/Lisbon/20101220/1/2/#
German scientist predicts new Ice Age now approaching
by Terrence Aym
Panicking people fleeing dying cities…Pandemics and epidemics breaking out…Europe facing regional famines…Countries going to war…Millions dying…
The plot for a new Hollywood disaster movie? No. Scenes from the near future.
For those that live in the upper half of the northern hemisphere no theater tickets are needed. Everyone will have front row seats.
http://www.helium.com/items/2045473-scientist-predicts-new-ice-age-now-approaching
A primeira vez que fui a Vale do Vargo, antes do 25 de Novembro, vi escrito na parede da Igreja:
Que triste revolução,
que na teve gritos nem ais,
Comunistas dum cabrão,
sendo poucos, são demais
Nas eleições que se seguiram, os votos foram quase na totalidade para o PCP.
As quatro excepções foram 3 votos para o MRPP e um voto para o PDC. Descobriram que o voto no Pdc foi do Padre, que foi de imediato saneado.
Musica intelectual - Os Toranja
Como é sabido, nós os camaradas do blog, somos verdadeiros intelectuais eruditos de esquerda, daqueles de boina preta e lencinho vermelho (não confundir com os paneleiros do Bairro Alto nem com os alentejanos debaixo do chaparro). Estou a falar daqueles intelectuais de pacotilha com a mania que são francófonos. Ou frangófonos. Ora que mais podemos chamar as estes filhos da puta do que "pseudo-francófono"? Se francófono já é um insulto digno de duelo até à morte com armas de plástico, que dizer de pseudo-francófono? É um quase imigrante, como um imigrante é um quase papagaio, um pseudo-papagaio-francófono: aprendeu umas palavritas em Franciú (a língua da Republique Française) e prontos, vem pra Pórtegal passar o seu querido mês de Agosto e reproduz o que aprendeu.
Mas o que tem isto a ver com os Toranja? Provavelmente nada, mas nós vamos mostrar que até pode existir um ponto de ligação, se calhar o ponto de rebuçado. Ou se calhar não. De facto, os Toranja tornaram-se conhecidos por causa de uma música que passava aí numa novela da TVI - não sei o nome - daquelas que as reformadas, as retardadas, enfim, que todos os analfabrutos de portugal vêem. Logo essa musica - como qualquer musica de novela - começou aí a passar na rádio comercial e na RFM e na Rádio Festival e na Rádio Clube de Matosinhos e na Rádio Pirata de Canal Caveira. Um sucesso. E logo os Toranja tiveram os seus 15 minetes de fama na TV portuguesa a fazer playback do seu tema.
E quem são os Toranja? Boa pergunta, a que eu não sei responder. Posso contudo dizer-vos que são uns pseudo-intelectuais com a mania que são eruditos (vide o nome do album, "Esquissos"? Késsa merda? Algum detergente do LIDL para limpar canos? Uma nova marca de pensos higiénicos? Fádasse!) e que, graças a uma musica foleira da novela, agora são uns geniozinhos que andam por aí. A musica em si, não tem nada de mal, é só horrível. Prontos, é daquelas que um gajo nem dá por ela, não fosse a estupidez das letras. Ora as letras são muitos fáceis de fazer para os pseudo-intelectuais: escreve-se uma data de palavras dificeis a seguir umas às outras, uma no fim para rimar, e depois diz-se isto num tom de quem tá a apanhar no cú (e mais grave, que tá a gostar). Vamos ver:
Pterodactilus audácia fenestrado bonomia
cubismo Ulan-Bator merencório intuscepção
míriade co-seno bras-tendu limnografia
anquilose anguiforme obstrucionismo cabrão
É só dar aqui um jeitinho, e a coisa vai lá. E arranjar um parvo de barba, ar de brenho, e voz de quem leva no cú (e gosta) pra cantar, e já tá um sucesso intelectual.
Letras profundas, na linha de Bertold Brecht, Rimbaud, Quim Barreiros ou até mesmo de Chuck Norris. E mais!! Ninguém precisa de compreender o que queremos dizer, pois toda a gente vai compreender. Compreenderam? Então é assim, um gajo diz o que diz e depois e tal pah, tá dito e quem compreende é inteligente e culto e erudito e quem não percebe é burro e xunga e paneleiro e pedófilo e padre frederico.
Cá está como se fazem letras erudita. Agora o mais dificil: arranjar forma disto passar numa novela da TVI: mete-se-lhe em cima uma musica na onda de um cantor da moda erudito, intelectual, que nem sabe o que diz e pronto, já tá!
Falámos aqui de Toranja. Porquê? Porque são pseudo-eruditos e intelectuais. Podíamos ter falado por exemplo dos Blind Zero (os pearl jam americanos), de José Cid (o cliff richard inglês), de Quim Barreiros (o Quim Barreiros português) ou da Britney Spears portuguesa (Cláudisabel). Mas decidimo-nos pelos Toranja, os Jorge Palma portugueses. Porque sim, e porque detestamos a música deles (engraçado que já ouvimos falar deles à colhões e até agora só se conhece uma musica do CD. Wonder why...)
E porque é que eu postei isto? Porque vinha agora no carro e tava a dar essa merda dessa musica na rádio, e tava a passar no sol musica (a TVI ibérica, versão ainda mais pimba) quando cheguei a casa.
E assim acontece.
And Now Presenting: Amazing Satellite Images Of The Ghost Cities Of ChinaChandni Rathod and Gus Lubin
The hottest market in the hottest economy in the world is Chinese real estate. The big question is how vulnerable is this market to a crash.One red flag is the vast number of vacant homes spread through China, by some estimates up to 64 million vacant homes.We've tracked down satellite photos of these unnerving places, based on a report from Forensic Asia Limited. They call it a clear sign of a bubble: "There’s city after city full of empty streets and vast government buildings, some in the most inhospitable locations. It is the modern equivalent of building pyramids. With 20 new cities being built every year, we hope to be able to expand our list going forward."
http://www.businessinsider.com/pictures-chinese-ghost-cities-2010-12?slop=1#slideshow-start
Alegresaurius e outros animais políticos
O site Wikileaks divulgou os nomes atribuídos a algumas personalidades portuguesas pelas embaixadas norte-americanas.
ISABEL CHAVES
Nos telegramas agora conhecidos, Manuel Alegre é definido como “um velho leão”, um “dinossauro esquerdista” e um “alegresaurius”.
By DAVID JONESLennon was right. The Giggling Guru was a shameless old fraud
To his millions of dream-eyed devotees, he was the ultimate spiritual leader; a masterful guru whose meditation techniques could induce a state of euphoric bliss, and even teach them to defy gravity by "yogic flying".To a sneering John Lennon, he was a money-grubbing, sex-obsessed fraud who cynically abused his influence over The Beatles and many other awed celebrities who worshipped, cross-legged, at his painted feet during the Flower Power era.
35.º Aniversário25 de Novembro – Esquecimento e desconsideração…Por Cor. Manuel Bernardo
(…) Sobre o 25 de Novembro não quero contestar nada do que foi referido pelo General Ramalho Eanes, pelo Capitão Sousa Gonçalves e pelo Coronel Manuel Bernardo (…)General Jaime Neves in “(…) os 25 Anos do 25 de Novembro” / 2001.
(…) Importante é sublinhar o patriotismo e a capacidade de comando do Coronel Jaime Neves, que soube travar em condições dificílimas, o ímpeto combativo dos seus homens, de modo a minimizar as perdas humanas nos confrontos da Calçada da Ajuda. (…).
General Ramalho Eanes, in “25 de Novembro (…)” / 2005Neste 35.º aniversário do contra-golpe do 25 de Novembro de 1975, surgiu uma estranha máquina de movimentação e manipulação da Comunicação Social, que, em vez de salientar o ocorrido nesta data, onde foi reposta a intenção de montar em Portugal (depois concretizada) uma democracia pluralista, à semelhança das que estavam em vigor na então designada Europa Ocidental, viria a destacar uma notícia requentada da acusação feita pela PJ a três oficiais do Exército e dois civis, e que terá seguido para o Ministério Público. Isto segundo o diário “Público”, que não os identifica.
Qual não foi o meu espanto quando um amigo me avisa para comprar o “Correio da Manhã” desse dia 25 de Novembro de 2010. Em “caixa alta” surge na página 19, o título “Coronel louvado suspeito de burla”, seguido do destaque – “Jaime Neves comprava material de manutenção para o Exército a preços elevados para favorecer amigos. (…)”. Era uma estranha situação já que este diário sempre se mostrou disponível para enaltecer as virtudes militares e os valorosos actos praticados naquela época, quando Portugal esteve à beira da guerra civil.
O que sucedera então? Na minha opinião, duas jornalistas (Ana Isabel Fonseca e Tânia Laranjo) com uma certa “esperteza saloia” e talvez por pressão de alguém, que no ano passado tanto contestou a promoção do Coronel Jaime Neves ao posto de major-general, resolveram fazer uma peça jornalística, direccionada para leitores apressados e que certamente acabariam por ser “levados” por tal maniqueísmo. Para dar mais consistência ilustraram o texto com uma foto, com tropa dos “Comandos” a marchar. E devem ter apanhado distraída a direcção do jornal, pois conseguiram a sua publicação!!! Quer nesse texto, quer no do dia seguinte, em tamanho muito reduzido (tive que “passar” o jornal por duas vezes para a encontrar), a “tentar” reparar as insinuações feitas, Jaime Neves nunca foi tratado por general, que é o seu posto actual. E para quem ainda não sabe, acrescento que o acusado Jaime Manuel Rodrigues Neves, referenciado no texto, era um oficial de Administração Militar (açoreano) em relação a factos eventualmente praticados há mais de dez anos.
Lembro que, em vez de ser feita a celebração de uma efeméride muito importante para Portugal e onde se conseguiu terminar com a loucura revolucionária generalizada do pós-25 de Abril de 1974, as várias estações de televisão, no passado dia 25 de Novembro (35.º aniversário), que me lembre, não se dignaram empenhar uma única equipa de reportagem para se deslocar ao Centro de Instrução de Tropas Comando, na Serra da Carregueira, onde o General “Comando” Pinto Ramalho, Chefe do EME, presidiu à cerimónia alusiva a tão relevante acontecimento.
Outros esquecimentos…
Muito mais grave tem sido a atitude tomada pelas mais altas hierarquias do Estado, Assembleias da República, Governos e Presidentes, em relação aos apelos formulados ao longo dos anos, quer pelos Presidentes da Associação de Comandos, quer por mim próprio, para que os principais obreiros do 25 de Novembro fossem devidamente galardoados com louvores ou condecorações, pelos altos e relevantes serviços prestados à Pátria nesta data. Foram os oficiais, sargentos e praças que, nessa altura e depois do serviço militar cumprido (a maior parte, senão a totalidade em combate, nas três frentes de guerra), vieram da vida civil para integrarem as Companhias de Comandos 121 e 122, comandadas respectivamente pelos Capitães Mil.ºs Sousa Gonçalves (já falecido) e Sampaio de Faria.Aquando do 25.º aniversário, durante cerca de dois meses e nas instalações municipais de Oeiras, decorreu uma reflexão sobre os acontecimentos do 25 de Novembro de 1975. O Comandante (Piloto) Vítor Ribeiro, então Presidente da Associação de Comandos, faria uma boa síntese do estado de espírito do pessoal dos “Comandos, heróis da Guerra do Ultramar (veja-se, por exemplo, o número de condecorações “Torre e Espada” atribuídas a militares com esta especialidade) e também neste pequeno rectângulo à “beira mar plantado”:
“(…)- Os nomes do Tenente de Inf.ª José Coimbra e do Furriel Mil.º Joaquim Pires, mortos em 26-11-1975, no cerco ao Reg. de Lanceiros 2, por pessoal desta Unidade, foram esquecidos e só são hoje lembrados pela Associação de Comandos.- Os convocados foram antecipadamente devolvidos à vida civil; muitos ficaram sem os seus empregos. Teve a Associação de Comandos de lhes dar o apoio possível, depois de já ter dado esse mesmo apoio a “Comandos” retornados de Angola e Moçambique. Mais tarde, viria a apoiar os “Comandos” do Batalhão da Guiné, que conseguiram fugir para o Senegal (para não serem fuzilados), onde os fomos buscar, trazendo-os para a Associação de Comandos, dando-lhes alimentação, alojamento e, posteriormente, emprego.- Os poucos convocados que se puderam manter no serviço activo, mormente oficiais e alguns sargentos, pertencem hoje ao quadro técnico e secretariado. Não receberam louvores nem condecorações. O Coronel Jaime Neves passou à reserva. O Regimento de Comandos, depositário de tradições e experiências únicas, de um espírito de corpo que permitiu actuar decididamente em situações de evidente inferioridade, foi extinto.- Assim foram recompensados os “Comandos”!Lembro pessoas que tiveram grandes responsabilidades políticas, como o Dr. Almeida Santos e Prof. Barbosa de Melo, ex-Presidentes da Assembleia da República, que até hoje nenhuma homenagem patrocinaram por estes “Comandos” convocados. O primeiro esteve presente nas sessões realizadas em Oeiras no 25.º aniversário. O segundo foi quem apresentou, no 30.º aniversário, o meu livro acima referido (em co-autoria com Proença Garcia e Rui Fonseca) – “25 de Novembro de 1975; Os «Comandos» e o Combate pela Liberdade”, no Instituto de Defesa Nacional. O mesmo aconteceu com o Prof. Cavaco Silva, a quem, em 2007, ofereci um exemplar deste livro com idêntico apelo.Assim, neste dealbar do ano de 2010, apelo, mais uma vez, aos meus amigos, que se encontram na Comissão de Honra da candidatura de Cavaco Silva, actual e futuro chanceler das Ordens Honoríficas de Portugal, que façam algo por esta causa. Eles, os “Comandos” convocados, merecem e a Pátria deve-lhes essa homenagem.E termino recordando o que reporta o poeta José Caniné sobre este tema:“Abril sempre”, gritam mil,E eu com eles grito, embora,Complete o meu “sempre Abril”Com o “Novembro” a toda a hora.
Cor. Manuel Bernardo27-11-2010
Irony alert: The unusually chilly global-warming summit
Cancun is hosting the U.N. conference on man-made climate change — amid record cold temperatures
posted on December 9, 2010, at 11:57 AMBest Opinion: Wall St. Pit, Independent
The irony: As negotiators from nearly 200 countries met in Cancun to strategize ways to keep the planet from getting hotter, the temperature in the seaside Mexican city plunged to a 100-year record low of 54° F. Climate-change skeptics are gleefully calling Cancun's weather the latest example of the "Gore Effect" — a plunge in temperature they say occurs wherever former Vice President Al Gore, now a Nobel Prize-winning environmental activist, makes a speech about the climate. Although Gore is not scheduled to speak in Cancun, "it could be that the Gore Effect has announced his secret arrival," jokes former NASA scientist Roy W. Spencer.
http://theweek.com/article/index/210181/irony-alert-the-unusually-chilly-global-warming-summit